Licença-paternidade ampliada: o impacto real para empresas vai além do afastamento
A ampliação da licença-paternidade, com previsão de até 20 dias e criação do chamado “salário-paternidade”, representa uma mudança relevante na dinâmica das relações de trabalho. Mais do que um avanço social, a medida introduz novos desafios para as empresas, especialmente na organização interna, na gestão de equipes e na adaptação a um modelo com maior previsibilidade e proteção ao trabalhador.
A nova regra prevê implementação gradual, com aumento progressivo do período de afastamento, além de remuneração integral durante a licença e possibilidade de fracionamento. Esse desenho tende a exigir das empresas maior planejamento, principalmente em relação à substituição temporária de funções e à manutenção da produtividade em períodos sensíveis.
Para a Dra. Thais Monteiro, especialista na área trabalhista, o impacto vai além da adequação formal. A mudança exige uma revisão prática da gestão de pessoas. Não se trata apenas de cumprir a legislação, mas de estruturar internamente como essas ausências serão absorvidas sem gerar impactos operacionais.
Nesse contexto, a atuação jurídica passa a ter papel estratégico, apoiando empresas na revisão de políticas internas, adequação de procedimentos e organização das relações de trabalho. O escritório Damha Filho Sociedade de Advogados atua de forma próxima nesse processo, auxiliando na implementação das novas exigências com foco em segurança jurídica e continuidade das operações.